Centro de Produções Técnicas

O volume estipulado na COP 21 chega a 54 bilhões de litros de etanol em 2030, praticamente o dobro do que é produzido no país

aumento na producao de etanol producao de biodiesel Sorgo ajudará a dobrar produção de etanol em 2030

O Sorgo Etanol Malibu possui grande potencial para produção de etanol.

Em 2015, na Conferência de Clima COP 21 (Paris), foram acordadas algumas metas para que o Brasil dobre a produção de etanol em 2030. De fato, esta será uma jornada laboriosa e competitiva para o país, mas não impossível – tendo em vista que o segmento sucroalcooleiro possui grande potencial produtivo.

 

O gás é produzido no biodigestor artesanal, com sustentabilidade, sem poluir a atmosfera nem desmatar florestas

biodigestor artesanal producao de biodiesel Biodigestor artesanal economiza gás com sustentabilidade

O biogás produzido pode ser utilizado em motores, fogões, aquecedores para animais e outros.

É possível economizar gás de cozinha substituindo o gás butano pelo gás metano. Basta aproveitar o esterco de gado e construir um biodigestor artesanal para produzir biogás. Com isso, a pessoa pode economizar até R$ 840 anual. O gás é produzido com sustentabilidade, sem poluir a atmosfera nem desmatar florestas. Se todos os produtores de gado bovino aproveitassem o esterco para fazer biogás, não haveria mais desperdício nem prejuízos ao meio ambiente.

O biogás pode ser utilizado em motores, fogões e equipamentos de queima direta

“A tecnologia dos biodigestores é muito simples. O biogás produzido pode ser utilizado em motores, fogões, aquecedores para animais e equipamentos de queima direta – utilizados para acionar geradores de energia elétrica”, afirma Jorge de Lucas Júnior, Doutor em Energia na Agricultura – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, e professor do Curso a Distância CPT Construção e Operação de Biodigestores, disponível nos formatos em Livro+DVD e Online.

No biodigestor, o esterco sofre o processo de fermentação – digestão anaeróbica

O processo ocorre da seguinte forma: o esterco misturado com água é colocado na caixa de carga do biodigestor. Nela, ele sofre o processo de fermentação – digestão anaeróbica pelas bactérias – o que resulta na produção do biogás (metano – CH4). Da produção do gás, também é formado um excelente biofertilizante para ser utilizado na lavoura – basta lançá-lo diretamente ao solo.

O biodigestor é conectado ao fogão com adaptador e braçadeira de cano

Para interligar o biodigestor com a residência, utiliza-se uma mangueira com cano de PVC. Este é direcionado ao fogão – conectado com adaptador e braçadeira de cano. É importante ressaltar que a chama emitida pelo fogão deve apresentar cor azulada, sem cheiro e com leve barulho de maçarico.

A capacidade da caixa biodigestora vai de 500 a 3.000 litros de esterco

A capacidade da caixa biodigestora – feita artesanalmente, é de 500 litros. Para construção, o produtor investe cerca de R$ 1,5 mil, mas o retorno é bastante satisfatório – economia de R$ 70 por mês, e relativamente rápido – em dois anos. Para quem deseja aumentar a capacidade do biodigestor, o sistema pode suportar até 3.000 litros de esterco e produzir biogás para duas ou mais residências.

Fonte: Biomassa & Energia.

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Um jovem arquiteto do reino Unido desenvolveu um meio sustentável e limpo de produzir energia – o biodiesel de pó de café residual

po de cafe residual combustivel pb Pó de café residual vira biocombustível

A borra de café cumpre muito bem o seu papel na produção de biodiesel.

Recentemente, uma empresa do Reino Unido desenvolveu um meio de aproveitar o resíduo do café. Eles encontraram um meio sustentável e limpo de produzir energia – o biodiesel de café (borra). Graças a Arthur Kay, estudante de arquitetura, o que começou como reciclagem de pó de café agora virou um meio inovador de gerar energia renovável.

Hoje, de cada 10 xícaras de café consumidos no Reino Unido são recicladas 50.000 toneladas de borra de café por ano. Além do biocombustível de pó de café, o jovem engenheiro criou um meio de substituir o carvão – o Coffe Logs, produto que gera calor em churrasqueiras assim como as brasas de cravão.

Segundo o pesquisador Mano Misra, da University of Nevada (Reno), não é necessário usar o pó de café novo. O pó de café residual (borra) cumpre muito bem o seu papel como matéria-prima para fazer biodiesel. Afinal, 15% do peso da borra seca do café vira um óleo tão eficiente quanto os óleos de mamona, http://www.uov.com.br/cursos-online-biocombustiveis/cultivo-e-processamento-de-mamona soja ou dendê – da mesma forma, utilizados para a fabricação de biocombustível.

A diferença está em um aspecto bastante trivial – o resíduo do pó de café não é base da alimentação como acontece com os outros óleos vegetais. O material que seria descartado (borra) é reaproveitado para virar combustível verde (biodiesel) – assim como estão fazendo atualmente com os resíduos de fritura.

Das 7,2 bilhões de toneladas de café produzidas no mundo e dos resíduos formados após o consumo da bebida, podem ser gerados aproximadamente 340 milhões de galões de biodiesel. Como nos Estados Unidos, são gastos 40 bilhões de galões de diesel por ano, não seria financeiramente viável substituir todo esse volume com biodiesel de borra de café. Ainda que este fosse produzido em escala mundial, atenderia os norte-americanos com menos de 1%.

Embora apresente essa desvantagem, a ideia do biodiesel de borra de café é revolucionária. Além disso, a proporção de antioxidantes presentes no café é muito alta – ou seja, eles agem como conservante natural do biocombustível. Ao contrário do que ocorre com os combustíveis orgânicos e o óleo diesel – que deterioram rapidamente por não apresentarem esses elementos, o biodiesel de café apresenta grande durabilidade.

Conheça os Cursos em Livro+DVD ou Online da Área Biocombustíveis.

Fontes: Biomassa & Energia e Scientific American Brasil.


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A agricultura revitalizadora de ecossistemas vislumbra o sistema de produção agrícola como um todo – onde todas as etapas estão interligadas

como revitalizar ecossistema producao de biodiesel Conheça a agricultura revitalizadora de ecossistemas

A agricultura revitalizadora de ecossistemas utiliza o potencial da natureza para a produção agrícola.

Primeiramente, vamos deixar claro que agricultura revitalizadora de ecossistemas não é agricultura orgânica, embora ambas usem o potencial da natureza para produção agrícola – sem utilização de agroquímicos. Entretanto, o sistema agroecológico utilizado na primeira alcança produtividade maior que o empregado na agricultura orgânica e, em alguns casos, na agricultura convencional.

Os resultados de produtividade são surpreendentes porque a agricultura revitalizadora de ecossistemas vislumbra o sistema de produção agrícola como um todo – onde todas as etapas estão interligadas. Preparo do solo, plantio, tratos culturais, colheita – tudo está conectado formando um sistema produtivo unificado.

Por outro lado, a agricultura tradicional encara o sistema produtivo de forma compartimentada – onde o preparo do solo é tratado de uma maneira específica, o plantio de outra, e assim por diante, até chegar à colheita. Sem falar do emprego desmedido de defensivos agrícolas e outras práticas inadequadas de manejo das lavouras – salvo exceções.

Já a agricultura orgânica funciona muito bem em pequena escala de produção, além de respeitar o meio ambiente, o homem do campo e o consumidor, pois usa produtos seguros – sem agroquímicos. Entretanto, quando o cultivo ultrapassa 50 hectares, a produtividade não é mais a mesma e a produção sofre uma queda significativa.

Com a agricultura revitalizadora, a produção pode aumentar mais de 20% em relação ao que é produzido nos parâmetros considerados normais em uma dada região. O mais interessante é que nesse sistema a planta não é adubada – basta deixar que os microrganismos presentes no solo (biota) forneçam à planta os nutrientes necessários.

Enfim, existe uma forte interdependência entre todos os seres vivos presentes em uma região – biota do solo, insetos, vertebrados e plantas nativas. Todos compartilham substâncias para o benefício e usufruto de todos no ecossistema.

Conheça o Curso a Distância CPT Agricultura Natural, disponível nos formatos em Livro+DVD e Online, elaborado pelos professores Kunio Nagai – Engenheiro Agrônomo/Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Newton S. Miyasaka – especialista em Agricultura Natural, e Shiro Miyasaka – Doutor em Melhoramento de Plantas/Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.

Fonte: Revista Globo Rural.

 

 

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