Centro de Produções Técnicas

Arquivo de junho, 2011


embrapa cultivo pinhao manso biodiesel 250x250 Embrapa intensifica seus estudos sobre produção de energia

A Embrapa irá desenvolver sistemas de produção e melhoramento genético de várias oleaginosas.

As pesquisas sobre a produção de biocombustíveis ganharam mais um incetivo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). A organização inaugurou o Núcleo de Apoio a Culturas Energéticas (NACE), que servirá de apoio aos trabalhos de experimentação e desenvolvimento de tecnologias agronômicas, industriais e estudos relativos às cadeias produtivas.

Para o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Wenceslau Goedert, o grande desafio será o desenvolvimento de tecnologias que permitam a produção sustentável, em escala comercial, da grande variedade de espécies vegetais com potencial para agroenergia. Essa unidade da Embrapa será responsável por desenvolver sistemas de produção e melhoramento genético das espécies pesquisadas, entre elas, pinhão-manso, dendê, macaúba, cana-de-açúcar e forrageiras.

O professor Dr.º Luiz Angelo Mirisola acredita muito no potencial da macaúba. Segundo ele, no curso Cultivo e Processamento de Coco Macaúba para Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “os investimentos em torno da macaúba têm se intensificado nos últimos anos, à medida que se percebe o grande potencial econômico e seu cultivo e exploração”.

A Embrapa Agroenergia irá analisar a qualidade das matérias-primas e desenvolver os processos industriais de conversão de biomassa em biocombustíveis e outras formas de energia. O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Pinhão-Manso, Mike Lu, afirmou que, “com essas pesquisas, o Brasil poderá se tornar líder na produção de energia, além de motivar o agronegócio e a agricultura familiar a trabalharem com essa cultura”.

Os resultados dessas pesquisas são aguardados com ansiedade pelos produtores, uma vez que elas irão apoiar dois importantes programas: de produção de biodiesel e de bioquerosene para aviação.

Texto de: Ariádine Morgan

 

Uma pesquisa publicada no Journal of Renewable and Sustainable Energy (Jornal da Energia Renovável e Sustentável, em tradução literal) revela que partículas microscópicas de alumínio atuam como catalisadores químicos e aumentam a mistura entre combustível e ar. Essa reação torna a queima mais eficiente em relação ao biocombustível comum.

aluminio particulas 250x139 Biocombustível é melhorado com adição de nanopartículas de alumínio

As nanopartículas de alumínio aumentam a combustão do biodiesel.

O resultado, segundo os pesquisadores indianos, responsáveis pelo estudo, é o aumento da combustão do biodiesel, com consequente melhora em seu rendimento e diminuição da emissão de gases poluentes. Para conseguir essa mistura, um agitador mecânico cria a emulsão de pinhão-manso, água em sufactante e nanopartículas de dióxido de alumínio.

No curso Cultivo de Pinhão-manso para a Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, o professor Nagashi Tominaga ressalta o uso da oleaginosa escolhida. “O pinhão-manso vem se destacando como uma planta com grande potencial para essa finalidade, por causa do alto teor de óleo de suas sementes, dentre outros fatores”, afirma.

Os pesquisadores já estão testando outros tipos de nanopartículas e nanotubos de carbono. Além disso, fazem investigações sobre os efeitos de aditivos microscópicos na lubrificação e no sistema de resfriamento de motores.

Texto de: Clara Peron

 
babaçu1 250x184 Babaçu é matéria prima para produção de biodiesel

O emprego do fruto na produção de energia é bem simples.

Pesquisadores do Inpa – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – estão desenvolvendo um estudo que busca provar que é possível substituir o petróleo e o diesel na geração de energia para pequenas cidades amazônicas. A matéria-prima utilizada nas pesquisas é resultante da fermentação de sobras de madeira e da queima do babaçu, fruto abundante na região, porém, pouco utilizado.

O isolamento, as dificuldades logísticas para o transporte de combustível e a concentração de populações rurais, além da necessidade de buscar fontes de energia limpa, foram os fatores que motivaram os pesquisadores. O emprego do fruto na produção de energia é bem simples. Após ser recolhido do chão, ele é jogado em caldeiras termelétricas.

Está sendo avaliado o volume de árvores de babaçu, que têm grande capacidade de germinação, disponíveis na região, a fim de medir a viabilidade econômica e ambiental. De acordo com estimativas dos pesquisadores, só o município de Barrerinha, a 330 km de Manaus, possui três milhões de árvores da espécie. A planta ainda pode ser encontrada em outros 20 municípios amazonenses e produz frutos o ano todo.

Além dos fatores ambientais e econômicos, no curso Produção de Biodiesel na Fazenda, o professor Dr. Paulo Suarez enfatiza os fatores sociais da produção de biocombustíveis.“A atividade agrícola gera muito mais emprego do que a indústria do petróleo. Então, substituir derivados do petróleo por derivados agrícolas leva a um aumento na geração de empregos, que ficarão no campo, diminuindo do êxodo rural”, afirma.

A pesquisa também fará levantamentos sobre a viabilidade econômica e logística da modificação da matriz termelétrica em pequenas cidades amazônicas. Os dados serão apresentados às indústrias e ao governo.

Texto de: Clara Peron

 

 

biocombustivel africa 250x198 Bioenergia será estudada na África com financiamento brasileiro

Um planejamento será feito para determinar os locais mais viáveis para a implantação de projetos de bioenergia.

Como um dos líderes mundiais em biocombustíveis, o Brasil firmou um acordo de cooperação para financiar estudos na área de bioenergia em países da África. O investimento é de responsabilidade do Ministério das Relações Exteriores e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os países beneficiados são Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Máli, Níger, Senegal e Togo, todos integrantes da União Econômica e Monetária do Oeste Africano (Uemoa). O objetivo desse acordo é ajudar na diversificação da matriz energética desses países e na redução da dependência de petróleo.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que “o processo de produção requer que outros países se engajem nessas atividades e, do ponto de vista comercial, isso pode gerar oportunidades para o Brasil”.

Texto de: Ariádine Morgan

 

 

 

 

biodiesel argentina1 250x192 Produção de biocombustível argentino cresce 52%

O país ocupa a quarta posição mundial na produção do "combustível verde".

Na Argentina, a produção de biodiesel aumentou 52% no último ano. A divulgação é da Câmara Argentina de Energias Renováveis (Cader), que informou que o volume passou de 1,25 para 1,98 milhão de toneladas.

Em 2010, o país chegou ao quarto lugar na produção mundial, subindo três posições em relação a 2007. Com esse crescimento, a Argentina ultrapassou os Estados Unidos e está atrás apenas da Alemanha, França e Brasil.

Mesmo com esse aumento, a demanda por biodiesel no país latino deve superar a oferta ao fim deste ano. A estimativa é que haja uma demanda de 3,25 milhões de toneladas e oferta de 3,071 milhões de toneladas. Com isso, o déficit de 179 mil toneladas de biodiesel terá de ser importada.

A alta demanda do biocombustível na Argentina se deve à adoção do B10, ou seja, 10% na concentração de biodiesel presente no diesel mineral. Essa alteração será para o segundo semestre deste ano. Além disso, o país tem aumentado uso do biodisel parageração de energia.

Texto de: Ariádine Morgan

 

 

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