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Demanda crescente da sustentabilidade declara portas abertas ao biocombustível


No Brasil, ainda constam 106 milhões de hectares que podem ser usados para produção de biocombustíveis

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O que se percebe é o grande potencial econômico e a geração de empregos que a conversão para biocombustíveis vai propiciar.

Quem saiu falando que a produção de biocombustíveis propiciará a escassez de alimentos, não verificou os números antes de apontar tal sugestão. Foram esses comentários que geraram a discussão no debate do workshop Scientific Issues on Biofuels (Questões Científicas sobre Biocombustíveis), realizado na última semana, na Fapesp.

“Com essa discussão, perde-se a oportunidade de se debater, de fato, os impactos sociais mais relevantes. Muitas oportunidades estão sendo perdidas na África, por exemplo, onde a ideia de agricultura para acabar com a fome é o argumento político mais recorrente”, disse Emile Van Zyl, da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul.

O maior obstáculo ainda é o processo, pelo alto custo de produção. Mas esse problema já vem sendo solucionado, porque muitas tecnologias estarão disponíveis em um futuro muito próximo. O desafio é pensar nos insumos. Segundo o pesquisador, na América do Sul e, principalmente, na África, existem áreas abandonadas com potencial de utilização para a produção de biocombustíveis sem comprometer a de alimentos.

O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, analisou dados da Unica – União da Indústria de Cana-de-açúcar, avaliando a agroindústria no Brasil. Em 2008, o Brasil possuía cerca de 851 milhões de hectares aráveis e as pastagens ocupavam cerca de 49% desse total. E constam, ainda, 106 milhões de hectares que não estão sendo usados nem para plantações, nem para pastagens. “São Paulo expandiu as áreas de cultivo de cana-de-açúcar para produção do etanol e os estudos mostram que quem mais cedeu espaço para a cana foi a pecuária, mas isso não levou à diminuição no rebanho do país”, disse, ao destacar que no Brasil a criação ainda se dá na forma extensiva.

Para o professor Dr. Luiz Angelo Mirisola Filho, no curso Cultivo e Processamento de Coco Macaúba para Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “os investimentos em tecnologias para substituir combustíveis fósseis por outras fontes renováveis tem se intensificado nos últimos anos, à medida que se percebe o grande potencial econômico e a geração de empregos que essa conversão vai propiciar”.

A prática efetiva da sustentabilidade possui uma demanda crescente. Como o alimento, deve ser considerada uma necessidade, pois continuar vivendo com a deterioração do meio ambiente, também, não tratá efeitos positivos.

Texto de: Ariádine Morgan

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