Centro de Produções Técnicas

Extração de óleo do pinhão-manso para produção de biocombustível


Recursos renováveis são usados para a fabricação de combustível

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A taxa de conversão do óleo de pinhão-manso é de aproximadamente 90% na reação de transesterificação

Várias espécies de plantas oleaginosas podem ser usadas para a extração do óleo que será transformado em biodiesel. Dentre elas, as mais importantes economicamente são a soja, a mamona e o dendê. No entanto, o pinhão-manso vem se destacando como planta com grande potencial, devido ao grande teor de óleo presente em suas sementes.

As sementes de pinhão-manso contêm os seguintes teores de óleo:

Por extração mecânica: 33% a 34%; por extração mecânica e química: 38% a 40%; por extração de óleo somente de albúmen: 58% a 60%.

A taxa de conversão do óleo de pinhão-manso é de aproximadamente 90% na reação de transesterificação. Quando associado a 10% de etanol ou metanol, o resultado será 90% de biodiesel para 10% de glicerina, contida no óleo, que é removida por reação química. Essa taxa de conversão é praticamente a mesma para todo óleo vegetal, a não ser que determinado óleo tenha alto teor de glicerina.

Nagashi Tominaga, professor do curso Cultivo de Pinhão-Manso para Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, afirma que o processo de extração de óleos vegetais constitui-se, basicamente, das seguintes etapas: pré-limpeza do material, cozimento, prensagem, decantação e filtragem.

As sementes passam por um processo de limpeza em peneiras para a separação da casca e dos resíduos. A seguir, aquelas selecionadas são levadas para uma caldeira, onde passam por um cozimento em condições controladas de umidade, temperatura e vapor.

Após o cozimento, as sementes seguem para uma prensa helicoidal contínua, onde as células são rompidas e o óleo bruto é extraído. O resíduo dessa primeira etapa é a torta gorda. Esta pode ser submetida a um processo de extração por solvente, que retira o óleo remanescente, sobrando a torta magra ou farelo. O farelo pode ser comercializado como adubo.

Após a extração, o óleo passa por um processo de decantação para a separação das impurezas pesadas. Em seguida, ele passa pela filtragem, que é feita duas vezes.

Subprodutos

As cascas dos frutos podem ser usadas como adubo orgânico ou para queima nas caldeiras das indústrias de beneficiamento. O farelo e a torta são adubos de alta qualidade. A torta de pinhão-manso é um adubo orgânico rico em nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio.

Por: Virgínia Maria de Araújo



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