Arroz é usado na produção de biocombustível
Escrito por cptpbuov
quarta-feira, 10 agosto 2011 08:00
Produtores gaúchos querem aproveitar os excedentes do grão, que tem cultivo bem sucedido no estado

14% do arroz entregue atualmente pelos produtores não é aproveitado para alimentação humana e poderia, então, ser usado para o etanol.
A Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), está discutindo formas de ampliar a utilização dos excedentes de arroz para a produção de etanol. O estado é o maior produtor do grão no país, sendo que esse cultivo corresponde a 2,5% do PIB gaúcho.
Para apresentar metodologias a essa produção, a instituição promoveu na sexta-feira, 29, uma palestra com o professor da USP – Universidade de São Paulo, Roberto Hukai. No evento, Hukai desmistificou esse impasse entre produção de alimentos ou produção de biocombustível.
Os produtores gaúchos estão bastante animados com essa possibilidade. Eles estão se organizando e elaborando um documento com ajuda da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que será encaminhado para a presidente Dilma Rousseff. Já há disposição, no estado, para a construção de seis usinas.
Como a cana-de-açúcar não encontra um ambiente muito favorável no estado, a produção dos rio-grandenses é de cerca de nove milhões de litros por ano. No entanto, a demanda do Rio Grande do Sul é de 1,35 bilhão de litros.
Por isso, a ideia de aproveitar uma cultura bem sucedida no estado. O tipo de arroz escolhido para a formulação de etanol tem produtividade de 250 sacas de 50 quilos por hectare. De acordo com os dados de cultivo no estado, 14% do arroz entregue atualmente pelos produtores não é aproveitado para alimentação humana e poderia, então, ser usado para o etanol.
A UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul também leva adiante um projeto para incentivar a produção de etanol a partir de culturas alternativas, como arroz, mandioca, batata doce e sorgo sacarino.
Texto de: Ariádine Morgan
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