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Biogás de esterco suíno: energia alternativa e limpa


Suinocultores do Oeste de Santa Catarina produzem biogás de esterco suíno, uma energia alternativa e limpa

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Um dos maiores rebanhos de suínos do mundo se localiza em Videira, Santa Catarina. São 6,2 milhões de porcos criados à moda tradicional – ou de acordo com os princípios da sustentabilidade, como têm feito os criadores de suínos do Oeste de SC. Ao invés de lançarem os dejetos dos animais nos mananciais, o que contamina o lençol freático, eles transformam o esterco em biogás, energia alternativa e limpa.

Segundo Paulo Armando Victória de Oliveira, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, o biogás é produzido da decomposição do esterco em um biodigestor anaeróbico. Trata-se de um reator químico, que transforma a matéria orgânica em gás metano ou CH4. Ao fim do processo, o gás gera energia térmica ou elétrica. Tudo isso é possível graças à ação das bactérias sob condições específicas de temperatura, umidade e acidez.

“O biogás produzido pode ser utilizado em diversos equipamentos e motores. Mas além desse subproduto natural, outro é formado pelo biodigestor – trata-se do biofertilizante, que pode ser utilizado na agricultura para adubação de uma série de culturas”, afirma Jorge de Lucas Júnior, professor do Curso a Distância CPT Construção e Operação de Biodigestores, em Livro+DVD e Online, da Área Energia Alternativa.

Se os suinocultores catarinenses não utilizassem os biodigestores para produção de biogás e biofertilizantes, um grande volume de dejetos seria encaminhado para as esterqueiras. Com isso, a ação do tempo faria com que o esterco liberasse gases, que seriam lançados à atmosfera terrestre, o que contribuiria com o efeito estufa – sem falar do grande mau cheiro no local. Assim, torna-se essencial a todos os criadores fazerem o uso de biodigestores para produzir energia e preservar o meio ambiente.

Atualmente, dos 2.500 biodigestores em todo o país, apenas 5% geram energia. É importante destacar que, para produzir biomassa com potencial de ativação dos geradores de energia, são necessários vários animais. Portanto, a implantação desse sistema em pequenas propriedades é inviável. Até mesmo pequenos geradores – com capacidade de 10 KVA e consumo de 12 m³/h, requerem, no mínimo, cinco mil suínos para gerar energia.

“Na verdade, a energia renovável é altamente sensível a pequenas quantidades de energia. Por isso, um watt é muito importante em um projeto como esse. Para garantir maior viabilidade à produção de biogás na suinocultura de pequeno porte, é preciso levar aos pequenos produtores tecnologias e soluções de simples e fácil adaptação”, completa Santiago Ibarra, diretor da Gter-Energias Renováveis.

Fonte: O Eco.

Confira o artigo “Você sabe como funcionam os biodigestores?” e aprimore ainda mais o seu conhecimento.

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