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Índia investe no mar e no deserto para produzir biodiesel


Pesquisas indianas desenvolvem biocombustíveis a partir de algas marinhas e pinhão-manso

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As algas marinhas apresentam taxa de crescimento de 5 a 9% ao dia e podem ser colhidas em um intervalo de 45 dias.

Pesquisadores indianos estão investigando o uso de algas marinhas e de pinhão-manso como matéria-prima para a produção de biodiesel. Tal fato se justifica pela baixa produtividade de cana-de-açúcar no país. “Temos 1,1 bilhão de habitantes e não conseguimos suprir a demanda interna de açúcar. Ou seja, diferentemente do Brasil, não há como produzir, na Índia, etanol a partir de cana-de-açúcar”, afirmou o pesquisador Pushpito Ghosh.

Outro obstáculo é a falta de terras cultiváveis, apesar do tamanho do país. Por isso, a iniciativa de investir nas algas marinhas, que apresentam taxa de crescimento de 5 a 9% ao dia e podem ser colhidas em um intervalo de 45 dias. “Tal produção não pode ser comparada a qualquer outra cultura convencional”, apontou Ghosh.

Além disso, a energia a partir das algas diminuiria o uso de agrotóxicos e não causaria demanda por água para irrigação de plantações. Porém, ainda são necessários estudos para calcular os impactos ambientais de tal projeto, que, aparentemente, poderia abalar os sistemas de corais.

O pinhão-manso é, também, uma alternativa para produção de biocombustível. Para produzi-lo são usadas terras áridas, que não sejam utilizadas para agricultura. O objetivo é aproveitar o fruto todo, até mesmo a casca, anteriormente descartada, que agora é usada como lenha.

Segundo o professor Nagashi Tominaga, no curso Cultivo de Pinhão-manso para Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “o pinhão-manso se destaca como uma planta com grande potencial para produção de biodiesel devido a vários fatores, como alto teor de óleo em suas sementes, em torno de 40%; rusticidade da planta, que se adapta a várias condições de clima e solo; boa resistência à seca e ao ataque de pragas e doenças; e a vantagem de ser uma planta que produz por mais de 40 anos”.

Ghosh destacou que a avaliação do biodiesel feito a partir do fruto apontou alto rendimento, aproximando-se da desenvoltura do combustível fóssil. Ele já foi testado em veículos convencionais, sem que fossem necessárias mudanças nos motores.

Texto de: Clara Peron

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