Centro de Produções Técnicas

Produção de biocombustível no agreste sergipano


As oleaginosas utilizadas são a mamona e o girassol

 

biodiesel girassaol mamona 250x195 Produção de biocombustível no agreste sergipano

Os estudos têm como objetivo a seleção das variedades de girassol com maior potencial para a produção de biodiesel.

Pesquisas da Embrapa Tabuleiros Costeiros diagnosticaram o agreste sergipano como um local propício para a produção de biodiesel. Os experimentos vêm sendo realizados com mamona, em plantio consorciado com feijão, e 47 cultivares de girassol.

Os estudos têm como objetivo a seleção das variedades de girassol com maior potencial produtivo nessa região. As avaliações estão associadas também aos altos índices de óleo. A equipe de pesquisa afirma que várias cultivares têm apresentado excelentes resultados.

Segundo o pesquisador Ivênio Rubens “esses materiais vêm produzindo cerca de dois mil quilos de grãos de girassol por hectare, em média, superando a média nacional, que está em torno de 1500 quilos. Na região do agreste sergipano, essas cultivares podem chegar a produzir três mil quilos por hectare se cultivadas em sistema de produção apropriado”.

A professora do curso Cultivo e Processamento do Girassol, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, Maria Ungaro, pesquisadora do IAC – Instituto Agronômico de Campinas, diz que o girassol é uma das quatro maiores culturas de oleaginosas, sendo cultivado com sucesso nos cinco continentes.

Para o pesquisador Hélio Wilson, essa região apresenta condições de clima e solo altamente favoráveis ao cultivo do girassol. “Neste ano, por exemplo, enquanto estamos preocupados com os experimentos de feijão e milho, que correm o risco de serem prejudicados por causa da estiagem que já dura algum tempo, com o girassol, não nos preocupamos”. Wilson ainda explica que o girassol possui raízes profundas, sendo assim, é mais tolerante à seca. Por isso, a cultura está sendo indicada para a região do agreste.

Cerca de 20 técnicos da Petrobrás foram visitar a região e conheceram outras viabilidades lucrativas para o produtor, como o consórcio do girassol com cultivares de milho e de feijão e, principalmente, com a mandioca.

Dispondo desses dados, o pesquisador Wilson disse, de forma enfática, que o uso da tecnologia é de extrema importância na obtenção de altos níveis de produtividade de qualquer produto agrícola. Cabe ao produtor buscar as informações necessárias em cursos, seminários, palestras, eventos, dia de campo, entre outros, para o sucesso do seu empreendimento.

Texto de: Ariádine Morgan

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