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Biocombustível DMF é produzido a partir da frutose ou glicose


Testado em motores por uma equipe de cientistas ingleses, apresentou um desempenho semelhante ao do etanol e ao da gasolina

 

biocombustivel 180x180 Biocombustível DMF é produzido a partir da frutose ou glicose

Este biocombustível apresenta uma série da vantagens, se comparado ao etanol.

O professor Fábio Rodrigues, da Universidade Federal de Viçosa, pesquisou em seu doutorado, com técnicas de modelagem termodinâmica e simulação computacional, a possibilidade de produzir o 2,5 dimetilfurano (DMF) em escala industrial e se essa operação seria economicamente viável. A resposta foi positiva para as afirmações.

O DMF foi sintetizado pela primeira vez na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Este biocombustível pode ser obtido a partir da glicose ou frutose. Até então ele só havia sido produzido em escala laboratorial.

De acordo com o professor, este biocombustível possui propriedades muito interessantes e apresenta uma série da vantagens, se comparado ao etanol, como por exemplo, seu ponto de ebulição é cerca de 20ºC mais alto, o que evita a perda de produto por evaporação.

O biocombustível possui uma densidade energética 40% maior e não é solúvel em água, o que facilita o processo de separação do solvente. Já foi testado em motores por uma equipe de cientistas ingleses e apresentou um desempenho semelhante ao do etanol e ao da gasolina.

O preço do custo seria o preço da frutose e do solvente. Segundo cálculos de Fábio Rodrigues, o investimento de capital fixo estimado seria de US$ 96 milhões, enquanto que o de equipamento chegaria a US$ 20,6 milhões. Assim, o preço de venda sairia a 2,6 US$/kg e o custo, a 1,89 US$/kg. Conforme o engenheiro, a planta seria viável economicamente tendo como referência de mercado uma taxa de retorno de 15%/ano, com tempo de retorno estimado em 3,6 anos.

Devido a estes vários fatores, o DMF se apresentou como potencialmente promissor. O autor, ao fim do estudo, chegou a um modelo produtivo que contemplou os custos de investimento e de fabricação. E aponta, ainda, aplicações para o produto como combustível para aviação e produção de outros compostos como o hexano, que é fabricado a partir do petróleo, que não é uma fonte renovável.

Por: Virgínia Maria de Araújo



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