Centro de Produções Técnicas

Arquivo de junho, 2010


Pesquisas indianas desenvolvem biocombustíveis a partir de algas marinhas e pinhão-manso

biocombustivel algas marinhas 250x166 Índia investe no mar e no deserto para produzir biodiesel

As algas marinhas apresentam taxa de crescimento de 5 a 9% ao dia e podem ser colhidas em um intervalo de 45 dias.

Pesquisadores indianos estão investigando o uso de algas marinhas e de pinhão-manso como matéria-prima para a produção de biodiesel. Tal fato se justifica pela baixa produtividade de cana-de-açúcar no país. “Temos 1,1 bilhão de habitantes e não conseguimos suprir a demanda interna de açúcar. Ou seja, diferentemente do Brasil, não há como produzir, na Índia, etanol a partir de cana-de-açúcar”, afirmou o pesquisador Pushpito Ghosh.

Outro obstáculo é a falta de terras cultiváveis, apesar do tamanho do país. Por isso, a iniciativa de investir nas algas marinhas, que apresentam taxa de crescimento de 5 a 9% ao dia e podem ser colhidas em um intervalo de 45 dias. “Tal produção não pode ser comparada a qualquer outra cultura convencional”, apontou Ghosh.

Além disso, a energia a partir das algas diminuiria o uso de agrotóxicos e não causaria demanda por água para irrigação de plantações. Porém, ainda são necessários estudos para calcular os impactos ambientais de tal projeto, que, aparentemente, poderia abalar os sistemas de corais.

O pinhão-manso é, também, uma alternativa para produção de biocombustível. Para produzi-lo são usadas terras áridas, que não sejam utilizadas para agricultura. O objetivo é aproveitar o fruto todo, até mesmo a casca, anteriormente descartada, que agora é usada como lenha.

Segundo o professor Nagashi Tominaga, no curso Cultivo de Pinhão-manso para Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “o pinhão-manso se destaca como uma planta com grande potencial para produção de biodiesel devido a vários fatores, como alto teor de óleo em suas sementes, em torno de 40%; rusticidade da planta, que se adapta a várias condições de clima e solo; boa resistência à seca e ao ataque de pragas e doenças; e a vantagem de ser uma planta que produz por mais de 40 anos”.

Ghosh destacou que a avaliação do biodiesel feito a partir do fruto apontou alto rendimento, aproximando-se da desenvoltura do combustível fóssil. Ele já foi testado em veículos convencionais, sem que fossem necessárias mudanças nos motores.

Texto de: Clara Peron

 

O plano pretende diminuir a variação do preço do etanol durante o ano

plano agricola etanol 190x250 Crédito do governo cria financiamento para estocagem de etanol

O governo destina R$ 2,4 bilhões para operações de crédito, com 9% de juros ao ano, provendo financiamento de estocagem de etanol.

O Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, lançado na última semana, destina R$ 2,4 bilhões para operações de crédito, com 9% de juros ao ano, provendo financiamento de estocagem de etanol. Até 30 de novembro, produtores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, dos estados do Ceará, Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins e dos municípios baianos de Juazeiro e Medeiros Neto, poderão solicitar o financiamento. Já os agricultores dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte e demais municípios da Bahia, podem requisitar o crédito até 30 de dezembro.

De acordo com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, com esse plano pretende-se diminuir a variação do preço do etanol durante o ano. “Assim, conseguiremos fidelizar os donos de carros flex, que no período da entressafra, migram do etanol para gasolina”.

A produção de etanol deste ano deve atingir 27,39 bilhões de litros, 15% a mais do que os 23,7 bilhões de litros da safra passada. Na produção de açúcar, o crescimento deve ser de 19,1%, totalizando 34 milhões de toneladas contra 28,63 do ano passado. A safra de cana de açúcar 2010/2011 é 10% maior que a de 2009/10.

Texto de: Ariádine Morgan

 

O objetivo das normas é assegurar que o biodiesel não tenha origem em áreas de florestas, terras pantanosas e reservas naturais

 União Europeia cria lei para assegurar biocombustível sustentável

26% do biodiesel e 31% do etanol consumidos nos 27 países da UE foram importados, principalmente do Brasil e EUA.

Com a intenção de evitar que o comércio de biocombustíveis provoque danos ao meio ambiente, a UE – União Europeia, divulgou diretrizes como formas de controle, englobando seus esforços de redução do uso do petróleo. Na Europa, o biodiesel é produzido basicamente por cultivos de colza, milho, trigo e açúcar, sendo o objetivo das normas assegurar que o combustível verde não tenha origem em áreas de florestas, terras pantanosas e reservas naturais.

Nos países europeus, a lei aprovada em 2008 exige um mínimo de 10% de fontes renováveis nos combustíveis para o transporte ferroviário e rodoviário até 2020. A preocupação está em assegurar que os biocombustíveis também sejam sustentáveis. Segundo o comissário de Energia da UE, Guenther Oettinger, uma exigência ambiental na lei europeia é que a produção de biocombustíveis conduza a uma economia nas emissões de gás-estufa de, pelo menos, 35% inicialmente e de 50% a partir de 2017.

O documento normativo também procura esclarecer artigos sobre proteção da natureza. A orientação ressaltada no texto explica que “biocombustíveis não devem ser produzidos a partir de matérias-primas de florestas tropicais ou de áreas recentemente desmatadas, turfa, pantanais ou áreas de extrema biodiversidade”.

O professor da UNB Dr. Paulo Anselmo Ziani Suarez, comenta no curso Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, que o incentivo e a preocupação nos países europeus se destaca bastante quando se refere à troca do consumo de combustível fóssil para o biocombustível. “Existe em alguns locais, a tributação específica sobre o diesel de petróleo, de forma a aumentar as vantagens da utilização de biodiesel. Na última década do século XX, a Comunidade Europeia aplicou cerca de €100 milhões no Projeto de Demonstração de Biodiesel”.

Em 2008, os biocombustíveis representaram 3,4% do consumo em meios de transporte na UE, segundo informações do bloco econômico. Em 2007, 26% do biodiesel e 31% do etanol consumidos nos 27 países da UE foram importados, principalmente do Brasil e EUA. Está incluída como meta da legislação a utilização de energia eólica e solar, a uma média de 20% até 2020.

Texto de: Ariádine Morgan

 

A pesquisa concluiu que a adição da substância menos poluente ao combustível tradicional não afeta o rendimento dos motores diesel

sebo bovino biodiesel 250x240 Sebo Bovino utilizado como biodiesel traz resultados satisfatórios

Os custos de produção do biodiesel a partir do sebo bovino, alcançam valores 30% mais baixos que os similares à base de óleo vegetal.

O IAC- Instituto Agronômico conduz um experimento que avalia a a adição do combustível de origem animal ao óleo diesel. O objetivo é produzir o biodiesel a partir do sebo bovino, proporcionando mais uma fonte econômica e ambiental para um importante resíduo da atividade pecuária do Brasil. Os custos de produção alcançam valores que chegam a ser 30% mais baixos que os similares à base de óleo vegetal. A pesquisa já concluiu que a adição da substância menos poluente ao combustível tradicional não afeta o rendimento dos motores diesel.

De acordo com a pesquisadora Ila Maria Corrêa, o trabalho atesta que o uso prolongado da mistura não gera maiores consequências no equipamento, nem altera as características do óleo lubrificante. “De modo geral a alternativa é tecnicamente viável e os resultados satisfatórios. Em termos de potência, preserva praticamente o mesmo desempenho mecânico do motor que se obtém com diesel”, diz a pesquisadora.

A análise físico-química do óleo lubrificante não apresentou alterações importantes com relação à viscosidade, diluição, índice de basicidade e ponto de fulgor. A alta concentração de minerais como sódio, ferro e alumínio poderiam sugerir algum nível de desgaste na máquina, mas a inspeção interna não identificou nenhum problema. O depósito de material nos bicos injetores foi semelhante ao causado pelo óleo puro.

Segundo o doutor em ciências dos materiais da UNB, Paulo Anselmo Ziani Suarez, no curso Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “os resíduos agroindustriais são fontes de gordura animal, como, por exemplo, o sebo de boi e a gordura de frango, sendo uma excelente possibilidade de aproveitamento a produção de biodiesel”.

Texto de: Ariádine Morgan

 

Bactéria presente no lodo é capaz de produzir energia com custo menor que das hidrelétricas

bacteria energia 250x187 Pesquisadores usam lama para produzir energia

Ao concluir sua refeição, a bactéria produz energia elétrica, que é liberada em forma de pequenas partículas denominadas elétrons.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul se incomodaram com o desperdício de lodo jogado fora nos portos do estado e conseguiram uma utilização ecológica para tal material. O grande movimento de navios exige que as embarcações cavem buracos para aumentar a profundidade do canal. No total são retirados 1,5 milhão de metros cúbicos da substância.

De acordo com os pesquisadores, a lama contém altas concentrações de uma bactéria conhecida como micróbio elétrico. Essa se alimenta de algas, restos de peixes e vegetais presentes na lama.

Diante desse conhecimento, os acadêmicos montaram uma pequena usina no laboratório com placas de grafite, que conseguem captar a energia liberada pelas bactérias. Essa é interceptada e segue por fios até uma bateria. A energia liberada é suficiente para carregar um celular. A proposta agora é construir uma usina em tamanho industrial, com capacidade de abastecer uma cidade com 500 mil habitantes. A maior vantagem é a economia. O custo de uma usina desse tipo é menor que o das hidrelétricas.

Para se ter uma ideia, em 1988, o consumo médio de energia por habitante, nos países em desenvolvimento, era em torno de 5.900 kWh por ano, o que correspondia à meia tonelada em equivalente de petróleo. Já para o ano de 2050, a previsão é que esse consumo praticamente triplique, atingindo 17.600 kWh, o que corresponderá a uma tonelada e meia em equivalente de petróleo.

Para o Dr. Evandro Sérgio Camêlo Cavalcanti, no curso Energia Solar para o Aquecimento de Água, desenvolvido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “esses dados nos mostram que existe uma crescente demanda global por energia. Isso nos permite concluir que é importante que a humanidade se preocupe seriamente com o impacto das atuais políticas energéticas sobre a sociedade e o meio ambiente”.

Texto de: Ariádine Morgan

 

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