Arquivo de abril, 2010
tReportagem completa da Globo News evidenciando as vantagens da utilização do babaçu para a produção de biodiesel e carvão
O professor e pesquisador Hamilton Jesus Santos Almeida, engenheiro agrônomo com estudos em fruticulturas tropicais, biodiesel, sistemas agroflorestais e sequenciamento de DNA em plantas nativas, considera o babaçu uma das espécies com maior potencial para produção de biocombustível no Brasil. Entre as motivações, está uma gigantesca floresta que a natureza plantou no país. “É uma floresta que já existe. Então, o que falta é uma política que se possa estabelecer, ao lado do dendê e da mamona, como matéria-prima de primeira escala”, diz o professor, que é coordenador da Renabio, uma rede de empresas e instituições interessadas na produção de biodiesel e um programa de estudos na Universidade do Maranhão.
A Nasa – Agência Espacial dos Estados Unidos e a Boeing, outra gigante americana, já demonstraram interesse no querosene ecológico à base de babaçu. Atitude favorável consta, também, nas maiores indústrias de cosméticos dos EUA e Europa, que estão vindo comprar produtos naturais extraídos das florestas de babaçu do Maranhão.
Utilizando o carvão de babaçu, a Amazônia brasileira produz o melhor ferro-gusa do mundo. As usinas de gusa conquistaram um mercado que movimenta por ano US$ 400 milhões. As exportações dessas usinas atingiram 2,2 milhões de toneladas. O ferro-gusa tem como destino as siderúrgicas dos EUA. Montadoras de automóveis americanas utilizam aços especiais aquecidos com o calor do carvão de babaçu, que é agente redutor do minério de ferro.
O babaçu também apresenta um teor de enxofre extremamente baixo, que não contamina o ferro. Outra vantagem é o pouco percentual de materiais voláteis, que também poderia trazer contaminação.
Texto de: Ariádine Morgan
Análise da produção do biocombustível no Brasil
São até 80 milhões de barris de petróleo consumidos diariamente. Nunca esse consumo custou tanto, sendo o motivo para desastres ambientais como, por exemplo, os desastres do vazamento de petróleo nas plataformas. Em 1911, o criador do motor à óleo disse que esse tipo de máquina poderia ser abastecido também com óleos vegetais, que se tornariam tão importantes como o petróleo e o carvão. A profecia de Rudolf Diesel demorou menos de um século para ser concretizada.
Na reportagem, veiculado no TVE Repórter, você conhecerá todo o processo para transformar o grão de soja em biocombustível. A soja, no mercado internacional, pode ser comercializada de várias formas. Vende-se o grão puro, o farelo, proteína e óleo. Com a entrada do biodiesel ele irá alterar as ofertas e demandas, pois a cadeia produtiva será com ênfase na produção do óleo.
Empresários investem no plantio de pinhão manso para produzir biodiesel no norte do Espírito Santo. O rendimento é de 2500 l de óleo por hectare.
O pinhão manso é uma cultura bastante resistente. Não sofre desgaste com a seca, pragas, doenças, sendo uma planta muito rústica. Dessa forma, o vegetal pode ser cultivado em solos secos, pouco férteis e regiões de baixas altitudes.
Por ser uma cultura bem perene, o pinhão manso pode render bons frutos para as próximas gerações. De acordo com o especialista no cultivo de pinhão manso, Nagashi Tominaga, no curso, Cultivo de Pinhão Manso para Produção de Biodiesel, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “a mesma planta produz por cerca de 40 anos”.
O óleo do vegetal é destinado somente à produção de biodiesel, os restos das sementes podem ser aproveitado para produção de adubo e a parte vegetativa é utilizada com fins medicinais. O pinhão também é uma cultura que requer pouco investimento, sendo interessante para o pequeno agricultor que deseja diversificar sua produção.
Veja a reportagem veiculada no programa Campo Vivo, da emissora filiada à Rede Globo, em Linhares, no Espírito Santo.
Texto de: Ariádine Morgan






